Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, insiste na importância da diversificação em investimentos, apesar da atual atratividade do CDI. Para ele, é fundamental que os assessores mostrem aos clientes caminhos alternativos.

**O desafio da diversificação**
Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, afirma que é um desafio convencer os clientes que desejam migrar 100% para o CDI em um cenário de juros altos, projetados para atingir 15,50% ao ano. Ele ressalta que a estratégia deve sempre incluir a diversificação da carteira de investimentos. Segundo Ferreira, a ótima performance do CDI pode ser enganadora em momentos de crise, lembrando que, em situações adversas passadas, essa classe de ativos não ofereceu o porto seguro que muitos esperavam.
**O papel dos assessores**
Artur Wichmann, CIO da XP, destaca a importância do papel do assessor em mostrar a seus clientes as opções diversificadas disponíveis, especialmente quando o CDI pode não oferecer proteção nas crises. Durante um recente encontro dos principais escritórios partners da XP, Ferreira e Wichmann discutiram a alocação de investimentos e a necessidade de ir além do ponto de vista tradicional. Ele enfatiza que a diversificação deve incluir investimentos em mercados internacionais, visto que a exposição a investimentos globais pode trazer melhores resultados.
**Promovendo segurança no investimento**
Investir em fundos de crédito e outras classes de ativos se torna essencial, segundo Wichmann, que afirma que a escolha deve ser feita com atenção ao perfil de risco do cliente. A diversificação não deve representar um afastamento do Brasil, mas sim uma oportunidade de crescimento.
Neste contexto, Ferreira tranquiliza os assessores, afirmando que, mesmo em segmentos considerados arriscados, existem alternativas sólidas que não necessariamente exigem liquidez imediata. A orientação principal continua sendo a de lembrar os clientes da importância de buscar não apenas segurança, mas oportunidades de ganho real no longo prazo.