Ouro obteve valorização de 0,67% e fechou a US$ 2920,60 por onça-troy na bolsa de Nova York, impulsionado pela instabilidade econômica e a continuação do conflito na Ucrânia.

O ouro fechou em alta nesta terça-feira, 4, dando continuidade ao movimento ascendente registrado na última sessão, impulsionado pela incerteza econômica diante das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países como Canadá, China e México, além das retaliações que se seguem. A falta de progressos nas negociações para um cessar-fogo na Ucrânia também alimenta a busca pela segurança do ouro.
O ativo precioso para abril encerrou com um aumento de 0,67%, valendo US$ 2920,60 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
A análise da SP Angel destaca que o metal precioso está recuperando-se da volatilidade e se aproxima do recorde histórico de US$ 2.974 por onça-troy. As tensões comerciais entre os EUA e a China, decorrentes da imposição de tarifas americanas e as correspondentes taxas retaliatórias da China, estão contribuindo para essa alta, tradando um aumento na demanda por ativos seguros como o ouro.
Enquanto isso, instituições financeiras como a XS.com e o Commerzbank apontam que a impetuosidade nos preços se dá por conta de altos níveis de incerteza, e que a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve até 2025 também pode estar alimentando a elevação nos preços do metal dourado.
O cenário atual aponta que a alta do ouro é suportada não apenas pela questão tarifária, mas também por uma análise que considera o impacto da inflação e desaceleração na atividade econômica.