A maioria dos bancos e corretoras acredita que a atividade econômica crescerá mais até julho de 2025. A elevação das taxas de juros e o aumento da inadimplência são desafios a serem enfrentados.

Após um crescimento significativo nos últimos anos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve apresentar sinais de desaceleração em 2025. Os juros altos, atualmente em 13,25%, e o elevado nível de endividamento das famílias são fatores que contribuirão para essa nova realidade.
As projeções para 2024 indicaram uma expansão do PIB de 3,5%, superando as expectativas iniciais de crescimento. O otimismo predominou entre os analistas, graças a uma taxa de desemprego em mínimos históricos e ao impacto positivo de benefícios sociais.
A expectativa é de que 2025 traga mudanças: à medida que as taxas de juros aumentam, os efeitos serão mais perceptíveis no segundo semestre do ano. A agricultora se destaca como um pilar importante para a economia, especialmente durante o primeiro semestre.
Os economistas começam a alertar para as consequências da elevação das taxas e destacam que os setores menos sensíveis aos ciclos econômicos deverão continuar a estimular o crescimento, embora de forma contida.
O cenário de consumo e estímulo fiscal também é relevante. Previsões indicam que incentivos, como aumentos no salário mínimo, podem ajudar a manter alguma resiliência na atividade econômica.
Estudos de agências financeiras, como Itaú e Bradesco, sugerem uma perspectiva cautelosa, embora projetem crescimento moderado para o próximo ano.