O TikTok se tornou uma plataforma popular para informações sobre TDAH, mas uma nova pesquisa revela que muitos vídeos difundem dados imprecisos, contribuindo para autodiagnósticos errôneos.
Estudos recentes apontam que uma grande quantidade de conteúdos sobre transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) no TikTok apresenta informações que não estão de acordo com diretrizes clínicas, gerando consequências preocupantes.
Com cerca de 1% da população mundial afetada por TDAH, um estudo da University of British Columbia analisou os 100 vídeos mais populares com a hashtag #ADHD em 2023, revelando que 48,7% das alegações feitas não correspondiam a sintomas reconhecidos pelo DSM-5, um guia amplamente utilizado para diagnósticos.
Além disso, muitos vídeos confundiam experiências normais com sintomas de TDAH, levando a um aumento de autodiagnósticos errados. Psicólogos que avaliaram os vídeos relataram que dois terços não estavam corretos, o que pode ser problemático em uma sociedade que se volta cada vez mais à redes sociais para informações sobre saúde mental.
Avaliação de vídeos sobre TDAH
Os cinco vídeos considerados mais informativos pelos psicólogos receberam uma classificação média de 3,6, enquanto os avaliados como menos precisos marcaram apenas 1,1. Os estudantes, ao assistirem a esses conteúdos, mostraram-se propensos a considerar os vídeos mais populares como úteis.
Os especialistas alertam que, apesar das falhas, proibições não são a solução. Ao contrário, a produção de conteúdos de qualidade e a crítica ativa dos usuários são essenciais para melhorar a conscientização sobre o TDAH nas redes sociais.