Maria Adelaide Amaral, autora de obras como A Casa das Sete Mulheres, compartilha sua visão sobre a produção de conteúdo e os desafios enfrentados na dramaturgia atual, destacando as transformações no cenário televisivo.
Maria Adelaide Amaral, autora da renomada obra A Casa das Sete Mulheres, trouxe à tona a perspectiva de vida de sete mulheres durante a Revolução Farroupilha, em uma minissérie que marcou a tela da Globo em 2003. Com 83 anos, a escritora segue ativa na literatura e no cinema, investindo seu tempo em práticas que a mantêm saudável e criativa. Em recente participação no WW Summit, ela compartilhou como o autocuidado e as relações com amigos são essenciais para sua jornada
“Nós somos mais fortes unidos. O afeto que nos une é um capital precioso”, afirmou durante a conversa com a apresentadora Astrid Fontenelle. Maria Adelaide enfatizou a importância de cultivar amizades como fonte de força e inspiração ao longo da vida.
Durante o evento, a escritora também discutiu a arte de contar histórias e a transformação da produção de conteúdo na televisão e no streaming. Criticou a forma como as plataformas atualmente tratam os autores e os textos, alertando que a essência das novelas é muitas vezes esquecida em um emaranhado de produções: “Mudou a forma como a TV conta histórias. Tanto no streaming quanto na TV, é um desafio”, opinou.
Além disso, a autora refletiu sobre sua trajetória pessoal, desde a menopausa, passando por um câncer de mama, até a adaptação às novas fases da vida. “O mundo se abre diante de você e é isso que você tem que aproveitar”, destacou. Maria Adelaide continua a ser uma fonte de inspiração, investindo em novos projetos, como sua autobiografia e futuras criações teatrais.

No trabalho e na vida, quando é preciso parar?