Nos primeiros anos em que fui ao SXSW, buscava tendências e previsões. Após 16 anos, o festival virou um mergulho para dentro, onde a verdadeira transformação acontece nas trocas e no desapego das certezas.
Nos primeiros anos em que participei do SXSW, meu foco estava em captar o que estava acontecendo fora, as tendências e sinais do futuro. Eu vivia com o FOMO (medo de perder algo importante), correndo entre palestras, alimentando minha curiosidade sobre o que o futuro reserva. A energia em Austin era contagiante, cada palestra uma nova oportunidade de ampliar horizontes.
Mas com o passar do tempo, especialmente após 16 edições, o SXSW passou a representar mais do que apenas um espaço de aprendizado externo. Agora, é um espaço para se voltar para dentro, uma chance de refletir e repensar as certezas que carregamos. Aprendi que a vulnerabilidade que eu temia pode ser uma força poderosa e que, na era da inteligência artificial, a autenticidade e a presença genuína são mais valiosas.
Um dos grandes ensinamentos foi que ser criativo não significa ter sempre novas ideias, mas sim saber desapegar das antigas. Austin realmente celebra o ‘weird’, mostrando que essa diferença pode ser uma vantagem. Questionar o óbvio e desconstruir verdades absolutas pode transformar a maneira de pensar.
No SXSW, percebi que o verdadeiro aprendizado vai além das palestras. As conversas informais, o tempo de reflexão e as trocas de experiências são insubstituíveis. Troquei o FOMO pela fome de transformação, buscando realmente entender e sentir tudo que recebo.
Portanto, se você for ao SXSW buscando simples ‘passos para o futuro’, talvez se frustre. Mas, se a intenção for desconstruir suas certezas e buscar uma transformação verdadeira, o festival certamente fará isso.
Keep Austin Weird and happy Sweet 16.