O vice-presidente Geraldo Alckmin e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, discutem a questão da tarifação durante videoconferência, com a proposta de adiar a implementação das tarifas sobre aço e alumínio.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta quinta-feira com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. Esse encontro, o primeiro de alto nível desde o anúncio de tarifas sobre importações brasileiras de aço e alumínio, durou cerca de 50 minutos e teve como foco as tarifas impostas às exportações brasileiras, com a expectativa de novas reuniões nos próximos dias.
Alckmin considerou a conversa positiva e acredita que, por meio do diálogo, é possível alcançar um entendimento em relação à política tarifária. O governo brasileiro busca que os Estados Unidos retome uma cota de importação sem tarifas, similar ao sistema até então vigente. As tarifas de 25% devem entrar em vigor na próxima semana, no dia 12 de fevereiro.
Durante a videoconferência, Alckmin solicitou o adiamento do início da tarifação dos produtos brasileiros, enquanto Lutnick se comprometeu a levar essa demanda ao presidente Trump. O Brasil alega ter um déficit comercial com os EUA e argumenta que a taxação de produtos brasileiros não incentivaria uma balança comercial equilibrada.
A situação é ainda mais delicada considerando que, em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 4,3 milhões de toneladas de aço para os EUA, representando cerca de 48% de suas vendas desse produto. Além disso, há preocupações com futuras tarifas que podem impactar mais produtos brasileiros.
O governo do Brasil se prepara para apresentar dados que mostram que a maioria dos produtos importados dos EUA pelo Brasil não têm tarifa, em comparação à tarifa média que os EUA aplicam sobre produtos brasileiros.