A taxa do DI para janeiro de 2031 subiu para 14,71%, refletindo a pressão inflacionária persistente no Brasil e o aumento dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Entenda as implicações dessa movimentação no mercado financeiro.
A quarta-feira foi marcada pela alta das taxas do DI, com destaque para os prazos mais longos, com a taxa do DI para janeiro de 2031 atingindo 14,71%, um aumento de 12 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Essa elevação deve-se à pressão inflacionária no Brasil e ao aumento dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos.
No fim do dia, a taxa para janeiro de 2026 ficou em 14,705%, enquanto a taxa para janeiro de 2027 foi registrou 14,575%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou um aumento de 1,31% no IPCA de fevereiro, alinhando-se às expectativas do mercado.
A pressão inflacionária continua a ser um ponto de atenção, especialmente devido ao incremento nas tarifas de importação nos EUA, o que pode impactar a economia interna. Os analistas acreditam que a possibilidade de um corte na taxa Selic poderá não ser tão iminente quanto o esperado, o que mantém a aversão ao risco em alta.

Os mercados permanecem atentos às decisões futuras do Banco Central, especialmente após as recentes atualizações no cenário econômico e nas expectativas de inflação. A Selic atualmente está em 13,25% ao ano, e a probabilidade de aumento da taxa está sendo precificada em 96% para março.