Bolsonaro tenta se defender em tribunal, alegando ausência de provas contra seus atos após derrota em 2022. A PGR, por sua vez, afirma que ações demonstram tentativas de permanecer no poder.
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta quinta-feira sua defesa ao Supremo Tribunal Federal, que analisa uma denúncia por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à sua tentativa de se manter no poder após a derrota na eleição presidencial de outubro de 2022.
A defesa afirma que não há provas contundentes que apontem Bolsonaro como autor de ordens para a execução de um golpe de Estado ou que tenha praticado qualquer ato de violência. Segundo a defesa, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) não sustenta uma ação penal, apenas conta uma ‘boa estória’ que alimenta o imaginário popular.
Além disso, os advogados argumentam que as mensagens citadas na denúncia não demonstram que Bolsonaro tenha ordenado ou solicitado qualquer ação a seus apoiadores. O documento ainda questiona se houve restrições às instituições democráticas durante seu mandato. “É evidente que não”, afirmam.
A PGR lista 33 pessoas, além do ex-presidente, acusadas de envolvimento em atos contra o Estado Democrático de Direito. Bolsonaro já está inelegível até 2030 devido a irregularidades em sua campanha de 2022.
Cabe agora ao STF decidir se torna Bolsonaro réu pelos crimes apontados ou se arquiva a denúncia.