A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um pedido ao STF para convocar 13 testemunhas em relação às acusações de participação em um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022. Esta medida busca esclarecer a situação e reforçar os argumentos de defesa.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta quinta-feira (7), sua resposta às acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o apontam como líder de um grupo que tentou dar um golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. No documento, os advogados solicitam a convocação de 13 testemunhas para depor sobre a suposta trama golpista.
Os nomes indicados, se aceitos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deverão ser convocados a depor caso a denúncia seja aceita.
A lista de testemunhas inclui aliados de Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e senadores que ocuparam cargos no governo do ex-presidente, com destaque para o ex-vice-presidente Hamilton Mourão e o ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
A defesa ainda pediu ao STF a anulação da delação de Mauro Cid, um dos elementos principais da acusação. Os advogados argumentam que houve cerceamento do trabalho da defesa, com acesso negado a provas e documentos desordenados.
O caso de Bolsonaro deve ser apreciado pelo plenário do STF, destacando que, por se tratar de um ex-presidente, todos os ministros da Corte deveriam participar do julgamento.