O Brasil retornou na sexta-feira, 14, o intercâmbio de energia com a Venezuela, permitindo a importação de 15 megawatts (MW), embora os volumes ainda estejam abaixo do esperado.
**Intercâmbio de energia entre Brasil e Venezuela**
No dia 14, o Brasil reiniciou a importação de energia da Venezuela através da linha de transmissão 230 kV Boa Vista/Santa Elena, que conecta o sistema Roraima ao sistema venezuelano. A expectativa inicial era de importar 15 megawatts (MW) de energia elétrica, mas, ao final do dia, apenas 6 MW foram efetivamente importados.
**Desafios operacionais**
A operação enfrentou desafios, pois no dia seguinte, a previsão era importar 15 MW, mas apenas 7 MW foram importados devido a problemas logísticos na linha de transmissão. O ONS reportou o desligamento da linha às 16h16, e a usina termelétrica Jaguatirica II, que gerava 67 MW, também foi desligada. Isso interrompeu 103 MW do sistema de Roraima, representando 65% da carga do estado.
**Benefícios esperados**
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou que a importação visa reduzir custos operacionais e aumentar a segurança energética em Roraima, com a possibilidade de uma economia diária de até R$ 500 mil.
**Financiamento da operação**
Aneel aprovou o uso de R$ 41,24 milhões da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para financiar a importação de energia da Venezuela, que é crucial para o sistema isolado do estado. Esse subsídio é essencial para manter a produção de energia no estado.
A importação será realizada pela Bolt Energy, a um custo de R$ 1.096,11 por megawatt-hora (MWh). No entanto, a insuficiência de dados e informações da parte venezuelana havia atrasado a operação.