O Brasil caiu para a 57ª posição no Índice de Democracia 2024, segundo a Economist Intelligence Unit, refletindo preocupações sobre a polarização política e ações controversas do STF.
O Brasil caiu seis posições no Índice de Democracia 2024, divulgado pela Economist Intelligence Unit (EIU). O país passou do 51º lugar em 2023 para a 57ª posição neste ano, com uma pontuação de 6,49.
Entre os fatores que motivaram essa queda, destaca-se a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de bloquear a rede social X (antigo Twitter) em agosto de 2024. Esse bloqueio gerou grande repercussão e foi considerado por analistas como uma “censura” que ultrapassou os limites da liberdade de expressão.
A pesquisa ressalta que a polarização política elevada no Brasil impactou as instituições, resultando em um aumento da violência política. A atuação do STF em investigações envolvendo desinformação e ameaças a ministros também foi classificada como “controversa”.
A EIU alerta que restrições ao discurso, baseadas em definições vagas, podem colocar em risco a imparcialidade do Judiciário e a liberdade política. A pesquisa também abordou a investigação de tentativas de golpe de Estado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refletindo a fragilidade da relação entre as Forças Armadas e as normas democráticas.
Metodologia e ranking global
O Índice de Democracia avalia os países com base em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis. Este ano, o ranking é liderado pela Noruega, seguida pela Nova Zelândia e Suécia.
