A vitória do filme “Ainda Estou Aqui” na categoria Melhor Filme Internacional traz uma nova visibilidade ao cinema brasileiro no cenário global. A conquista, ocorrida no último domingo, 2, ocorre em um momento crucial para o setor, afetado pela pandemia e desafios políticos.
A conquista inédita do Oscar coloca o cinema brasileiro em um patamar diferente no cenário internacional. O filme Ainda Estou Aqui venceu a categoria de Melhor Filme Internacional no último domingo, 2, o que já vinha sendo tratado como um momento especial para o audiovisual brasileiro.
Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva em “Ainda Estou Aqui”, concorreu à categoria de Melhor Atriz no Oscar 2025 (Crédito: Reprodução)
Renata Brandão, CEO da Conspiração Filmes, ressalta que a evidência do trabalho de Walter Salles aparece em um cenário especial, marcando um renascimento para o audiovisual nacional. “Estamos vendo uma expansão dos governos totalitários, e o longa-metragem encontrou o seu momento no mundo. No Brasil, isso vem após anos políticos complicados, representando uma celebração”, afirma.
Caio Gullane, produtor e cofundador da Gullane, destaca que o audiovisual brasileiro alcança uma nova fase, com maior visibilidade no exterior e uma diversidade de projetos. Ele acredita que as produções nacionais têm qualidade comparável às de outros países, atingindo audiências globais.
Andrea Barata Ribeiro, da O2 Filmes, observa que romper com a hegemonia americana é desafiador, especialmente em um idioma menos falado. Porém, o sucesso de “Ainda Estou Aqui” é um sinal positivo, trazendo à tona a cinematografia brasileira.
Os streamings são uma janela importante para o mercado nacional e, segundo Barata Ribeiro, o Brasil é estratégico para essas plataformas. O investimento em conteúdo local é fundamental, mesmo em tempos desafiadores para o setor.