Depois do crescimento nas locações, agora o segmento de imóveis comerciais também apresenta sinais de recuperação nas negociações de compra e venda. O aquecimento da economia e a redução do desemprego refletem positivamente no mercado imobiliário.
O aquecimento da economia, com crescimento do PIB e redução do desemprego, já começa a se refletir no mercado de imóveis comerciais. A locação de espaços avançou a passos largos, resultando em um aumento de 7,88%. Em janeiro de 2025, as negociações de compra e venda, que estavam mais devagar, começam a mostrar melhora.
Os preços de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados avançaram 0,26%, enquanto os preços para locação subiram 0,36%, conforme o Índice FipeZap.
Entre as cidades monitoradas, as maiores variações nos preços de venda em janeiro foram em Curitiba, com alta de 1,18%, seguida por Rio de Janeiro e Florianópolis. Já nos preços de locação, Niterói teve o maior aumento, com 1,54%.
Preços em alta
Nos últimos 12 meses, os preços de venda de imóveis comerciais subiram 0,76%, enquanto os preços de locação tiveram uma valorização mais acentuada de 7,56%. Isso contrasta com índices como o IPCA e o IGP-M, que subiram 4,56% e 6,75%, respectivamente.
A rentabilidade do aluguel comercial também indica um bom desempenho, com retorno médio de 6,72% ao ano, sendo um atrativo para investidores. Cidades como Salvador e Campinas apresentam taxas ainda mais altas.
Para o futuro, o coordenador do FipeZap, Alisson Oliveira, alerta que o impacto de possíveis aumentos nas taxas de juros pode modificar essa tendência, exigindo atenção ao comportamento da economia no próximo ano.