O Corinthians assegura que dentro do novo regime, suas contas não sofrerão bloqueios, apesar de credores contestarem o projeto judicialmente.

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu aprovação ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) do Corinthians, com uma votação de 17 a 7. O clube planeja quitar R$ 367 milhões de um total de R$ 2,4 bilhões em dívidas ao longo de dez anos, aplicando correção pelo IPCA. O Corinthians contou com a assessoria dos escritórios de advocacia Mubarak e Mandel, além do suporte de estruturas administrativas da diretoria.
O Corinthians expressou gratidão pela decisão e enfatizou que a aprovação do RCE, junto com o controle de gastos e medidas de centralização de dívidas, é vital para sua recuperação financeira. O plano, inicialmente apresentado em fevereiro, possui previsão de quitação de 60% das dívidas até o sexto ano.
Dentro desse regime, ações e execuções contra o clube ficam suspensas e os credores podem cobrar apenas conforme os termos do plano. Apesar das dificuldades, como dívidas referentes à construção da Neo Química Arena e passivos tributários elevados, a administração segue confiante. O presidente Augusto Melo destacou que o clube buscará diálogo com os credores para organizar o fluxo de pagamentos planejados.
Os pagamentos iniciarão 45 dias após a publicação do plano, enquanto os credores devem fornecer seus dados bancários em um prazo de 15 dias.