O setor industrial brasileiro não só manteve sua relevância, mas também viu um aumento notável no consumo de eletricidade, alcançando 15.985 GWh em janeiro, refletindo um crescimento de 3% em relação ao ano anterior.
O consumo de energia elétrica no País alcançou em janeiro 47.143 gigawatts-hora (GWh), representando uma alta de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Especialmente, a indústria se destacou, apresentando um aumento robusto de 3% em sua demanda, atingindo 15.985 GWh, o maior volume para o mês de janeiro na série histórica.
Dentre os dez setores industriais mais eletrointensivos, oito registraram crescimento do consumo. O automotivo liderou o ranking com um aumento impressionante de 9,7%, em linha com a produção de veículos, que por sua vez cresceu 15,1%. Já a metalurgia ampliou sua demanda de eletricidade em 4,8%, impulsionada pela produção de alumínio.
Além disso, houve aumentos significativos nas indústrias de borracha e plástico (+4,1%), produtos alimentícios (+3,9%), e minerais não metálicos (+3,8%). Contudo, o setor químico apresentou um crescimento mais modesto de 2%.
Consumo Residencial
A classe residencial também viu um crescimento no consumo de eletricidade, totalizando 15.637 GWh, representando um aumento de 1,4% comparado ao ano anterior. Essa alta foi impulsionada pelo aumento no número de consumidores residenciais e pela melhora nas condições de emprego e renda no País.
Apesar disso, a classe comercial experienciou uma diminuição de 1,7%, com o consumo reduzindo para 8.793 GWh em janeiro, reflexo de temperaturas mais amenas em comparação a janeiro de 2024.
Ambiente de Contratação
O mercado livre de energia, onde o consumidor pode escolher seu fornecedor, representou 43,2% do consumo nacional, com um crescimento de 9,7% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o mercado regulado viu uma redução de 5,3% na demanda, embora o número de consumidores tenha aumentado em 1,8% no mesmo período.