A maioria dos presidentes desde a redemocratização acumula entreveros, seja com a Justiça, seja com o Congresso. Descubra quem são e quais problemas enfrentaram.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se réu nesta quarta-feira (26), acusado de liderar uma organização criminosa que tentou realizar um golpe de Estado após as eleições de 2022, somando-se a uma série de problemas legais que enfrenta.
Tal qual Bolsonaro, outros ex-presidentes também enfrentaram problemas com a Justiça em tempos recentes.
Fernando Collor de Mello
Primeiro presidente eleito pelo voto popular desde o fim da ditadura militar em 1985, Collor assumiu a Presidência em 1990, mas, em 1992, se viu no centro de um escândalo de corrupção que envolvia o tesoureiro de sua campanha eleitoral. Após um processo de impeachment em 1992, ele acabou sendo afastado do cargo e ficou inelegível por oito anos.
Mais de duas décadas depois, em 2023, Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusado de receber propina.
Luiz Inácio Lula da Silva
Lula também enfrentou sérios problemas jurídicos após ser alvo da operação Lava Jato. Ele foi condenado em dois processos e passou 580 dias preso, sendo impedido de disputar a eleição de 2018. Contudo, suas condenações foram anuladas em 2021, restabelecendo seus direitos políticos. Ele venceu as eleições de 2022 contra Bolsonaro, afirmando ter sido vítima de perseguição política.
Dilma Rousseff
Eleita a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma sofreu um processo de impeachment em 2016, sendo acusada de crime de responsabilidade por supostas “pedaladas fiscais”. Ela foi afastada do cargo, mas seus direitos políticos foram mantidos, permitindo-lhe candidatar-se novamente.
Michel Temer
Temer, que assumiu a presidência após o impeachment de Dilma, enfrentou diversas denúncias de corrupção e obstrução à Justiça, mas a Câmara dos Deputados rejeitou dar seguimento às acusações. Em 2022, ele foi absolvido de acusações de corrupção.
Jair Bolsonaro
Além de ser réu por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro teve sua inelegibilidade decretada por abuso de poder na eleição de 2022. Ele enfrenta também investigações sobre o desvio de joias e disseminação de desinformação. Bolsonaro nega todas as acusações.
Essa trajetória reflete como vários líderes brasileiros enfrentaram crises legais ao longo dos anos, perpetuando um ciclo conturbado na política do país.