Haddad afirma que o conceito econômico aplicado na Argentina por Milei não se aplica ao Brasil, destacando as diferenças nas economias de ambos os países.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou sobre as recentes propostas do presidente argentino, Javier Milei, afirmando que não faz sentido implementar as mesmas estratégias econômicas no Brasil. Durante uma entrevista à Globonews, Haddad ressaltou que a inflação no Brasil é consideravelmente mais baixa que a da Argentina e que as condições econômicas de ambos os países são distintas.
“Aplicar o mesmo remédio de Milei no Brasil é um equívoco. É uma situação completamente diferente”, destacou. Haddad enfatizou que enquanto a inflação na Argentina é extremamente alta, a brasileira tende a ser mais controlada, refletindo um ambiente econômico diferente.
Além disso, Haddad mencionou as medidas que o governo Lula tomou em seus primeiros mandatos para garantir a estabilidade econômica, incluindo a acumulação de reservas cambiais significativas. “O presidente Lula nos primeiros mandatos tomou providências para resolver o problema externo brasileiro”, pontuou, defendendo a ideia de que o Brasil conseguiu se proteger contra crises econômicas.
Em um cenário onde a Argentina pode até considerar a dolarização de sua economia devido à falta de reservas cambiais, Haddad lembra que o Brasil possui uma reserva cambial de mais de US$ 300 bilhões, o que constitui um importante diferencial. “Nós estamos em outro ambiente”, afirmou Haddad.
Pelas suas declarações, fica claro que a abordagem econômica proposta por Milei não encontra eco no governo brasileiro, que preza por um planejamento econômico com a realidade nacional em mente, buscando sempre proteger o Brasil das turbulências externas.