Estudo do Bank of America revela que o aumento da participação feminina no mercado de trabalho pode impulsionar significativamente a economia mundial, com a adição de até 20% no PIB per capita.

A diferença de participação entre homens e mulheres na força de trabalho está diminuindo, e a disparidade no crescimento da renda anual também segue essa tendência. Segundo um estudo do Bank of America, a diferença na taxa de crescimento da renda média anual entre os gêneros caiu de 6,5%, em 2022, para cerca de 4% até 2024.
O levantamento estima que o fechamento da lacuna de emprego entre homens e mulheres poderia adicionar até US$ 1,1 trilhão ao PIB dos Estados Unidos. Se aplicadas também políticas para a igualdade salarial, o impacto anual chegaria a cerca de US$ 866 bilhões.
No cenário ideal onde ambas as desigualdades fossem eliminadas, o crescimento econômico poderia atingir impressionantes US$ 2,1 trilhões, representando um aumento de 7,5% no PIB.
Os efeitos de uma maior equidade de gênero no mercado de trabalho serão sentidos globalmente. Em países da OCDE, alcançar paridade no emprego e nos salários poderia acrescentar até 20% ao PIB per capita mundial.
Transferência de riqueza para as mulheres
O estudo também aborda a chamada ‘Grande Transferência de Riqueza’. Estima-se que US$ 124 trilhões serão transferidos nos EUA até 2048, superando o PIB global de 2023. Dessa quantia, US$ 54 trilhões serão herdados por viúvas e US$ 47 trilhões irão para mulheres mais jovens.
Esse fenômeno está transformando a economia, uma vez que as mulheres estão cada vez mais no controle dos investimentos e dos padrões de consumo, além de estarem mais capacitadas financeiramente.
Setores impactados pela ascensão econômica feminina
A crescente riqueza feminina já tem modificado diversos setores, incluindo esportes, viagens e saúde. À medida que as mulheres aumentam seus rendimentos, a demanda por produtos e serviços antes negligenciados cresce. O interesse por esportes femininos, por exemplo, tem gerado um aumento notável na popularidade, com a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2023 gerando US$ 1,9 bilhão para o PIB global e criando 40 mil novos empregos.
O setor de viagens também sente essa mudança, com as mulheres sendo responsáveis por 70% das reservas e um gasto significativo no turismo solo feminino, cada vez mais apoiado por pacotes adaptados às suas necessidades.
Assim, a transformação na economia impulsionada pela presença feminina promete um futuro mais igualitário e próspero para todos.