Israel retoma a ofensiva após eliminar líderes do Hamas, com Netanyahu afirmando que as negociações agora só ocorrerão sob fogo. A situação se agrava na Faixa de Gaza, enquanto o conflito se intensifica.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a operação militar contra o Hamas será intensificada após sucessivos ataques que resultaram na morte de líderes do grupo. Durante um discurso televisionado, Netanyahu garantiu: “Voltamos a lutar com força. A partir de agora, as negociações serão realizadas apenas sob fogo”.
A ofensiva que teve início nesta terça-feira, dia 18, ocorreu após um período de cessar-fogo que durou 15 meses. Israel chegou a anotar a morte de quatro altos comandantes do Hamas, enquanto o grupo afirmava que seis lideranças foram eliminadas nos ataques. O clima de tensão aumentou significativamente em Gaza, com relatos de centenas de mortos, incluindo mulheres e crianças.
Em meio a críticas internas, Netanyahu se defendeu, alegando que o combate ao Hamas e a libertação de reféns são objetivos interligados, e não contraditórios. O primeiro-ministro ainda fez um apelo para que os civis palestinos busquem áreas seguras, colocando a responsabilidade dos ataques nas mãos do Hamas, que utiliza pessoas como escudos humanos.
O exército israelense emitiu ordens para que os civis deixem certas regiões da Faixa de Gaza, indicando que a ofensiva poderá se intensificar ainda mais. Diante da recrudescência dos combates, se intensifica a preocupação com a segurança dos reféns restantes.
Para mais informações, assista ao vídeo sobre o conflito no YouTube.
Denúncias acerca da condução da guerra pelo governo israelense e os impactos sobre os civis palestinos continuam a ser tema de debate, enquanto a situação permanece crítica tanto militar quanto humanitariamente.