A inteligência artificial está emergindo como a força motriz que transforma as operações de telecomunicações, impulsionando soluções inovadoras e promovendo a transição para modelos de negócios mais rentáveis e eficientes.

Desde a edição do ano passado, não se fala de outro tema além de como potencializar os usos da inteligência artificial (IA) nas operações de telecomunicações (telco): economizando recursos, automatizando operações e, em grande medida, proporcionando avanços no uso do 5G, seja por meio de bandas públicas ou redes privadas. Neste ano, a expectativa é que novas soluções sejam apresentadas, com o intuito de rentabilizar operações e facilitar a transição para o modelo TechCO, criando um ambiente comercial emergente que conecta as preocupações contemporâneas, como otimização dos gastos de energia e diversidade na indústria.

Os quatro dias de Mobile World Congress (MWC) prometem abordar diversos debates e tendências, sendo uma excelente oportunidade para que as empresas e tomadores de decisão aprendam mais sobre o universo do código aberto. Essa metodologia se tornou essencial no desenvolvimento de redes e na digitalização de diversos setores.

Inteligência artificial e sabedoria humana

A IA, sem dúvida, está aqui para ficar. Seu uso se expande para a otimização do 5G, em tecnologias como casas inteligentes e na forma como as empresas processam dados. A partir de Small Language Models (SLM), a inteligência artificial oferece um novo paradigma de inteligência na aplicação e infraestrutura da indústria. De acordo com uma pesquisa da IBM, 79% das empresas globais de telecomunicações estão investindo na tecnologia para melhorar a performance de seus sistemas.

O estudo revelou que a IA tem funcionado como um catalisador, simplificando processos e aumentando a eficiência. Organizações agora utilizam assistentes cognitivos e modelos de linguagem avançados, tornando seus sistemas mais autossustentáveis.

Contudo, enquanto os benefícios da IA são claros, o investimento permanece como um desafio para muitas organizações. A adoção requer uma mudança significativa na forma de pensar e operar nos negócios. Muitas empresas estão ajustando estruturas e culturas corporativas para se alinhar a essa nova realidade de mercado, onde inovar é crucial.

Felizmente, o código aberto se apresenta como uma solução valiosa. Com seus protocolos disponíveis, as empresas conseguem economizar e personalizar suas jornadas tecnológicas, escalando de acordo com as suas necessidades. A comunidade open source oferece ampla gama de recursos, como templates e tutoriais, para facilitar a inovação.

Transição de Telco para TechCO

Uma das vantagens do código aberto é a facilitação da transição das telcos para as TechCOs, transformando-as em hubs de soluções técnicas e produtos digitais. As organizações podem superar desafios regulatórios e culturais, aproveitando oportunidades de crescimento. O código aberto é visto como a chave para desbloquear novos modelos comerciais, posicionando as telcos não apenas como provedoras de tecnologia, mas também como players significativos no mercado de serviços.

À medida que as telcos brasileiras e globais buscam novas fontes de receita e competitividade, a nova fase TechCO deve ser um dos principais focos do MWC deste ano. No cenário tecnológico, a discussão inclui a cooperação multisetorial com parceiros, fornecedores e concorrentes, reiterando a importância da colaboração.