A atividade econômica brasileira enfrenta desafios com o aumento da taxa básica de juros e inflação mais alta. Economistas destacam que esses fatores impactam de forma significativa o consumo e a demanda, projetando um cenário mais fraco para 2025.
O PIB (Produto Interno Bruto) apresentou um crescimento tímido de 0,2% no quarto trimestre comparado ao anterior, resultado aquém das expectativas de economistas. Essa situação sugere um ano de 2025 com crescimento modesto e desaceleração econômica.
Conforme análise de especialistas, a elevação na taxa básica de juros, que subiu de 10,50% em setembro para 13,25% atualmente, juntamente com a inflação crescente, está causando um impacto significativo na atividade econômica. A retração de 0,1% nos outros serviços, que incluem o setor de lazer e alimentação, foi uma das surpresas negativas do trimestre.
De acordo com José Alfaix, economista da Rio Bravo, a redução no crescimento da demanda mostra a necessidade de ajustes na política monetária, sinalizando que o Banco Central pode não precisar elevar os juros além dos 15% já projetados.
A análise de Rodolfo Margato, da XP Investimentos, ressalta que o setor agricultor também apresenta sinais de desaceleração, com uma produção abaixo do esperado. Contudo, a expectativa é de que a safra recorde em 2025 e um aumento no emprego estimulem a atividade.
Para Igor Cadilhac, do PicPay, a economia pode desacelerar significativamente a partir do segundo trimestre de 2025 devido a juros altos e inflação persistente.
Como um todo, a projeção para o PIB em 2025 é de crescimento de 1,5%, conforme análise de Leonardo Costa, sublinhando que a fraqueza da economia deve se intensificar na segunda metade do ano.