A Defensoria Pública questiona o uso do sistema de segurança com reconhecimento facial nos blocos de Carnaval, enquanto a Prefeitura de São Paulo apresenta o ‘prisômetro’, que monitora em tempo real as prisões na capital.
A Prefeitura de São Paulo informou que lançou nesta terça-feira (25) o ‘prisômetro’, um painel que atualiza em tempo real o número de prisões feitas durante o Carnaval. Essa iniciativa faz parte do sistema Smart Sampa, que utiliza câmeras de segurança com reconhecimento facial para identificar suspeitos e foragidos.
O ‘prisômetro’ foi inspirado no ‘impostômetro’, que registra a arrecadação de impostos na cidade, e surge em meio a críticas da Defensoria Pública de São Paulo, que está questionando o uso da tecnologia de reconhecimento facial nos locais de festa. Em um ofício enviado ao prefeito, a Defensoria pediu a suspensão do sistema, alegando que isso compromete o direito à livre manifestação dos foliões. Para piorar, o órgão solicitou um registro auditável das decisões sobre o uso desta tecnologia.
Apesar das críticas, o prefeito Ricardo Nunes defendeu a continuidade do uso da tecnologia Smart Sampa, enfatizando que ela é uma ferramenta vital para a segurança pública. Segundo dados da prefeitura, mais de 23 mil câmeras de reconhecimento facial estão ativas em São Paulo, com 208 foragidos presos desde a implementação do sistema em 2022, o que resulta em uma média de uma prisão a cada três horas.