Julgamento de Jair Bolsonaro e aliados começou no STF, com expectativa de continuidade nas próximas sessões. A defesa argumenta sobre a validade das provas e o tratamento da delação premiada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou suas atividades nesta terça-feira (25) com a análise dos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. O julgamento é considerado de extrema importância, visto que poderá resultar na formação de réus em face das conquistas de um relaxamento em um cenário eleitoral.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, abriu o dia argumentando que todos os envolvidos na trama, inclusive a defesa de Bolsonaro, não conseguiram afastar as argumentações apresentadas nas investigações. A defesa, por sua vez, ressaltou que não existiu qualquer ligação efetiva de Bolsonaro nos eventos que culminaram em um conflito de poder.
Outro ponto abordado na sessão foi a legitimidade das provas apresentadas, e a defesa do ex-presidente destacou a falta de detalhes sólidos para fundamentar as acusações.
O ministro Alexandre de Moraes, que é relator do caso, argumentou a favor da continuidade do julgamento, afirmando que as provas são consistentes, e rejeitou os pedidos de nulidade apresentados pelas defesas.
O julgamento do STF está marcado para prosseguir amanhã e acompanhará a continuidade da votação sobre a aceitação da denúncia contra Bolsonaro.