As taxas dos DIs aumentaram após a indicação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais, intensificado por um embate entre Trump e Zelenskiy.
As taxas dos DIs dispararam nesta sexta-feira, em meio ao desconforto dos investidores com a indicação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais do governo. O movimento ganhou força após um bate-boca público entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.
O conflito entre Trump e Zelenskiy fez o dólar, considerado um ativo de segurança, ganhar força, resultando em um aumento nas taxas futuras no Brasil. No final da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 – um dos mais líquidos no curto prazo – estava em 14,96%, em comparação ao ajuste de 14,8% na sessão anterior.
Além disso, a taxa para janeiro de 2027 marcava 15,025%, aumento de 25 pontos-base sobre o ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 15,14%, uma alta de 32 pontos-base, enquanto para janeiro de 2033, a taxa alcançava 15,12%.
As taxas futuras já mostravam tendência de crescimento na primeira metade do dia, mas o movimento se intensificou após o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a indicação de Gleisi. Críticos alegam que Gleisi faz parte de uma ala radical do PT, sem comprometimento com o ajuste fiscal, o que gera preocupação no mercado financeiro.
O ambiente se tornou ainda mais tenso no início da tarde, quando Trump e Zelenskiy discutiram acaloradamente no Salão Oval da Casa Branca, onde Trump insistiu que a Ucrânia estava perdendo a guerra. O estresse nos mercados aumentou, levando as taxas dos DIs a um pico de 15,20% até às 15h51, com uma previsão de 92% de chance de aumento de 100 pontos-base da Selic em março.