Executivos e traders de Wall Street se sentiram sobrecargas e intensas conversas após o anúncio das tarifas altas do governo, que geraram preocupações sobre o futuro econômico.
Em conversas intensas com executivos e banqueiros durante o último fim de semana, a comunidade financeira manifestou sua crescente ansiedade em relação às novas tarifas impostas pelo governo de Trump. “Definitivamente parece semelhante a 2008”, afirmou Ran Zhou, um importante gerente de fundos de hedge, referindo-se aos paralelos que muitos traçam entre a situação atual e a crise financeira global de 2007-08.
Crise sem suporte governamental
Diferente de crises anteriores, a atual parece ter a característica de “dor auto-infligida”, segundo alguns analistas, levando os investidores a se sentirem abandonados sem a expectativa de um resgate governamental. Mike Edwards, consultor de um investidor privado, observou que durante o fim de semana se sentiu como se as decisões estavam sendo tomadas em um ambiente de incerteza total.
Volatilidade controlada
Embora o clima de incerteza tenha imperado, algumas notícias positivas foram apontadas, como a ausência de falhas inesperadas nas negociações após o anúncio das tarifas. Vários executivos destacaram que a comunicação com os principais regionais da indústria não indicou um colapso iminente de clientes.
Possíveis efeitos adversos
Uma análise do Bank of America sugere que os lucros do S&P 500 podem experimentar uma queda significativa se outras nações introduzirem tarifas retaliatórias. Além disso, antes mesmo da crise atual, a atividade de negócios já tinha caído 14% no primeiro trimestre deste ano, aumentando as incertezas sobre futuras listagens no mercado.
A série de eventos provocada pelas tarifas de Trump tem levado até empresas e banqueiros a procurar conselhos sobre como proceder em um cenário tão volátil, com os analistas prevendo que as repercussões podem intensificar-se nas próximas semanas.