A Walmart está pressionando fornecedores chineses, incluindo fabricantes de utensílios de cozinha e roupas, a reduzirem seus preços em até 10% para mitigar os impactos das tarifas impostas pelo governo Trump.
A Walmart (WALM34) está enfrentando dificuldades ao tentar transferir os custos das tarifas do presidente Donald Trump para seus fornecedores chineses. De acordo com fontes, alguns fornecedores foram solicitados a cortar seus preços em até 10% por rodada de tarifas, o que representa um grande desafio, visto que muitos já operam com margens reduzidas.
As negociações estão ocorrendo de maneira individual com cada fabricante, e as respostas variam bastante, com muitos se recusando a aceitar reduções superiores a 2%. A situação está gerando tensão nas cadeias de suprimentos e levantando preocupações sobre a qualidade dos produtos, já que alguns fornecedores pretendem procurar alternativas no Vietnã.
Além disso, a pressão da Walmart sobre os fornecedores destaca como as tensões geopolíticas estão remodelando o cenário do comércio global. Grandes varejistas como Target (TGT) e Best Buy (BBY) também estão alertas para um provável aumento nos preços, impactando os consumidores americanos que já enfrentam dificuldades em relação ao custo de vida.
Uma porta-voz da Walmart confirmou o comprometimento da empresa em trabalhar com fornecedores para manter os preços acessíveis, enfatizando a importância de um entendimento mútuo que beneficie tanto os consumidores quanto os negócios. Historicamente, a Walmart sempre exerceu um forte poder de negociação, mas os pedidos atuais são considerados incomuns, levando os fabricantes a reavaliarem seus relacionamentos comerciais.
© 2025 Bloomberg L.P.